13 agosto 2010
Você e eu ou eu e Você
Eu te levo para o céu, te dou meu coração, meu corpo, minhas palavras mais bonitas, minhas frases feitas, meu riso bobo, meu riso sério, minha falta de coordenação, te dou um filho, faço "promessas malucas", aprendo uma nova palavra, nova canção, posição, gesto. Corto o cabelo, passo lápis, maquilagem, ou o que for. "Tiro a roupa pra você". Levo-te o café, te forço a tomar Suco de Laranja, invento uma dança, invento desculpas, afasto meus medos, imagino sacanagem, te bato te prendo e envolvo, te abraço. Lavo o cabelo, te escrevo um livro, compro uma blusa, como carne vermelha, de peixe, e massas. Como gordura, digo que te amo e não te confundo, não troco seu nome. Faço do jeito que você gosta, do jeito que você quer. Esqueço o passado, reinvento o futuro, te conto piada, caio da escada, ganho um "roxo", te faço um. Mordo você, te peço mordida, te beijo, te aperto, digo que te quero para sempre... Que para sempre é pouco tempo até.
E você sente ciúmes, me bate, faz birra, diz que não e volta atrás, diz que sim e volta atrás, quer andar a cavalo, quer ter um filho e um cachorro chamado "Tatu-Bolinha" porque é Unissex e fofinho e quer colocar minhas roupas íntimas nele e tirar uma foto ridícula no sofá. Você me morde, me deixa um roxo, me abraça, tem pesadelos, acredita no seu signo, e às vezes não acredita em mim. Você dirige cantando, e ouve músicas que eu não gosto, não bebi e não fuma, ás vezes bebe, e nesses "às vezes" ninguém segura. Conta piada, faz graça, dá risada, me faz ficar com raiva, feliz, triste, com esperanças. Vemos um milhão de filmes, uns bons, outros nem tanto. Você faz plano e volta atrás e quando não volta me sinto a garota mais feliz do mundo. Diz que me ama como nunca amou alguém.
Mas se são estas coisas tão perfeitas e imperfeitas e que me fazem tão bem, o que será essa agonia que sinto no peito?
O que me resta no final do dia, senão sua ausência no lado direito da cama?
É esta tua ausência que me traz essa agonia horrível.
Queria que fossemos eu e você e só, sem passado, sem ninguém...Somente nós, desde sempre, para sempre. Por mais clichê e idiota que isso pareça.
Mas sou idiota, você sabe.
14 julho 2010
Tardes de Quarta-feira.
Pensei: "Estes encontros marcados vão acabar me matando"
Antes de chegar gostaria de fumar um maço inteiro de cigarros, de filtro vermelho, do Paraguai, até. Pra aliviar a tensão. Tive a sensação de que minhas mãos pingavam suor. Lembro-me da última vez que me senti assim: Quando Clara foi assistir a final do campeonato, e eu perdi o pênalti.
Talvez ela me amasse se eu acertasse ao menos uma vez o gol, as palavras, o olhar...Talvez, mas já fazem muitos anos.
Elizabete, ou Bete, como queiram, é diferente. Ela sorri quando me atrapalho. Ela sorri quando tropeço, nos pés e nas palavras.
Ela me ensinou a desenhar um cachorro escrevendo "Cu".
Elizabete não tem os olhos de Clara, nem tão pouco o cheiro e o cabelo e os lábios. Mas Bete tem algo que nem sei dizer. É tão cedo.
Penso que nunca irei convidá-la para assistir a uma partida do time. Sei que ela não se importa, mas prefiro não arriscar.
- Droga, esqueci o isqueiro!
Inacreditável como me lembro de tudo, menos do essencial. Como penso em todas as desgraças que poderiam me acontecer no caminho até a sorveteria do Paulinho, e acabo me esquecendo do que me faria menos idiota.
Pelo menos ainda nao torci o pé.
- Ah! Caralho, essa foi por pouco.
Estou preocupado. Espero que a Bete não queira chupar um Picolé. Sinto-me estranho chupando sorvete de palito, coisa de homem machista, sabe?
Já tenho um plano A, se ela escolher picolé irei morder. Se ela escolher de massa, será menos constrangedor.
Espero não ficar excitado na sorveteria, se acontecer, espero que ela não perceba.
Não quero que ela pense que sou um maníaco sexual.
Hummm...Imagino Bete Nua, como é linda...
Os cabelos ruivos que caem no ombro pela pele branca como a neve que eu nunca vi. Umas pintinhas que sinalizam cada pedacinho diferente do seu corpo, e me dão uma vontade imensa de tocar cada pequena parte.
Eu esperaria a eternidade por este momento.
Acho que estou apaixonado por ela desde o dia que ela acertou minha perna com um elástico, por engano. Quando me pediu desculpas com aquele riso bobo, desejei que ela me acertasse todos os dias. Tenho tendências masoquistas? Sim!
Depois ela me passou a resposta da questão 2 da prova de Física, tudo bem que a resposta estava errada, mas a letra dela é realmente perfeita.
Minha cabeça está começando a doer. Sabia que eu não devia seguir os conselhos do JP e passar aquele perfume horrível. Talvez o perfume parecesse menos pior se vivessemos no inverno de NY.
Odeio estar apaixonado. O amor me faz fazer coisas que eu nunca faria se estivesse num estado normal! Sim, o amor é um estado anormal. É uma droga.
E muito bem me lembro a abstinência que essa coisa causa!
Quando a Clara disse que gostava do Luís pensei em tomar os remédios para o estômago da mamãe, mas sabe como é, eu tinha um jogo importante na sexta.
Mas, deixa pra lá. Estou chegando, preciso me concentrar em Bete.
Ahhhh...Que gracinha! ela veio com uma calça Jeans e uma camiseta das "Meninas Super poderosas". Lembro da última garota que convidei para tomar um sorvete. Ela estava com um vestido vermelho às 15horas.
-Oi Be-be-be te.
27 junho 2010
Faça seu pedido.
Para onde quer que você vá, há sempre um espaço no caminho. Há sempre algo por vir ou algo que não virá.
Hoje eu disse algo profundo; na verdade simples, mas profundo. Eu disse: “Dá-me uma dor no coração”. No sentido literal da palavra a essa hora eu provavelmente estaria em “outra dimensão”, motivo: enfarto.
Mas era a outra dor que me referia. Algo que não entendo.
A maravilhosa e inteligentíssima, minha musa, Clarice dizia: “Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa qualquer entendimento”. Mas ela própria se preocupava tanto! Todas suas preocupações, com ou sem fundamentos foram expostas em sua poesia.
“Não me alcanço”, dizia.
E eu também não.
Quando penso que estou perto de mim... Perto de algo que eu possa chamar de “meu”, que eu possa dizer “eu sei”. Tudo se esvai, como areia e vento.
Assim sou, talvez no plural; assim somos. Como areia e vento. Não nos alcançamos.
Absolutamente nada está sob meu domínio. Muito menos o destino. Nem o próximo segundo consigo alcançar, tocar, decifrar.
Nesse momento sinto um nó na garganta. Daqueles que odeio, que vem com sabor amargo de saudade, mais um gosto estranho de preocupação.
Gostaria de poder mudar o mundo! Mas não contarei qual seria a primeira coisa que eu faria. Não digo por que nem mesmo sei.
Cansei de pensar antes da hora. Fazer isso cansa, e na hora certa você esta em seu momento errado. Melhor é deixar que venha, com o que tiver que ser. Com um sorriso na boca e um cigarro na mão direita. Sempre funciona.
Adoro coisas que sempre funcionam. Ultimamente tenho optado por estas.
Antigamente eu era do contra. Queria experimentar, inovar, ser do contra, mesmo. Coisas dos hormônios. Hoje sou light, não corro tantos riscos.
No fim, quando o garçom lhe perguntar: O que vai querer?
Você pode responder: “O de sempre”.
No entanto há a possibilidade de olhar o cardápio.
07/04/2010
Hoje eu disse algo profundo; na verdade simples, mas profundo. Eu disse: “Dá-me uma dor no coração”. No sentido literal da palavra a essa hora eu provavelmente estaria em “outra dimensão”, motivo: enfarto.
Mas era a outra dor que me referia. Algo que não entendo.
A maravilhosa e inteligentíssima, minha musa, Clarice dizia: “Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa qualquer entendimento”. Mas ela própria se preocupava tanto! Todas suas preocupações, com ou sem fundamentos foram expostas em sua poesia.
“Não me alcanço”, dizia.
E eu também não.
Quando penso que estou perto de mim... Perto de algo que eu possa chamar de “meu”, que eu possa dizer “eu sei”. Tudo se esvai, como areia e vento.
Assim sou, talvez no plural; assim somos. Como areia e vento. Não nos alcançamos.
Absolutamente nada está sob meu domínio. Muito menos o destino. Nem o próximo segundo consigo alcançar, tocar, decifrar.
Nesse momento sinto um nó na garganta. Daqueles que odeio, que vem com sabor amargo de saudade, mais um gosto estranho de preocupação.
Gostaria de poder mudar o mundo! Mas não contarei qual seria a primeira coisa que eu faria. Não digo por que nem mesmo sei.
Cansei de pensar antes da hora. Fazer isso cansa, e na hora certa você esta em seu momento errado. Melhor é deixar que venha, com o que tiver que ser. Com um sorriso na boca e um cigarro na mão direita. Sempre funciona.
Adoro coisas que sempre funcionam. Ultimamente tenho optado por estas.
Antigamente eu era do contra. Queria experimentar, inovar, ser do contra, mesmo. Coisas dos hormônios. Hoje sou light, não corro tantos riscos.
No fim, quando o garçom lhe perguntar: O que vai querer?
Você pode responder: “O de sempre”.
No entanto há a possibilidade de olhar o cardápio.
07/04/2010
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